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Lisboa – O Chefe de Estado-maior da FLEC, Estanislau Miguel Boma, disse à PNN que a resistência cabindesa está disposta a prolongar a trégua se «Angola der sinais de boa vontade» e estiver «disposta a dialogar» até ao final do CAN.
Segundo Estanislau Miguel Boma a trégua provisória, decretada pela FLEC após o ataque a 08 de Janeiro contra a delegação do Togo que participava no CAN10, pretendeu «mostrar que a FLEC não é, nem nunca foi, um movimento terrorista», mas também «evitar a ocorrência de mais problemas» e «dar uma oportunidade ao diálogo».
«Eu controlo a tropa, mas não o descontentamento da população» disse o chefe militar da FLEC em alusão ao ataque do 08 de Janeiro, «não é a nossa tradição atacar civis indefesos», e realça que os «conselhos» da guerrilha não foram ouvidos: «A FLEC nunca teria permitido competições onde reina insegurança, e muito menos que a equipa do Togo entrasse por via terrestre».
Estanislau Miguel Boma considera que o ataque foi uma «consequência do problema que existe em Cabinda, daí temos que encorajar as partes ao diálogo na presença de testemunhas internacionais» e manifesta abertura para um «prolongamento da trégua» desde que exista «vontade política de ambas as partes. Esperamos um sinal até ao final do CAN... as coisas ainda podem mudar de face e evitar mais mortes» disse o militar.
O CEMG da FLEC condenou também «as proporções alarmantes da repressão politica» no enclave. Os «cabindas são agora, mais que nunca, perseguidos e torturados», atingindo «aqueles que pressionaram a FLEC ao diálogo como Belchior Tati, Francisco Luemba, padre Raul Tati. Isto não são sinais de boa vontade, aliás isto não pode encorajar o dialogo» sublinha.
Estanislau Boma confirmou que a guerrilha tem testemunhado o reforço de tropas angolanas nos Congos ao longo da fronteira com Cabinda, uma situação que não considera nova «dado que as movimentações militares das FAA começaram antes do CAN, logo após as reuniões tripartidas de Luanda com Brazzaville e Kinshasa».
O chefe militar da FLEC disse também que «acompanhou» a Mesa Redonda sobre Cabinda organizada no Parlamento Europeu, Bruxelas, pela deputada socialista Ana Gomes qualificando de um evento «muito encorajador».
RN
(c) PNN Portuguese News Network
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Camuelo
2010-02-26 18:29:49
Como de resto todos sabemos, os guerrilheiros da FLEC, defendem uma condição à que muitos pretendem ver asfixiada. Mas nunca é tarde, lembrar aos defensores de uma Angola unida que, sendo Angola, fruto da arquitectura colonial, e baseando-se a mesma, daquilo que sossobrava, do então reino de N`Gola, continuar a ignorar o combate travado por cabindenses é o mesmo que empurrar todo um povo para a morte. Aos governantes quer angolanos, quer dos congos periféricos, devemos chamar a sua atenção, no sentido de, porem termo, a esta verdadeira, trucidação do povo de Cabinda. Como acima referi, Cabinda, era território integrante do então reino do Congo, ora, apôs a retirada colonial, é espectável por parte dos estados emergentes que, não usurpem identidades alheias. Discutam Cabinda, com a necessária verticalidade de carácter, Cabinda, nunca fez parte do reino de N`Gola ( hoje Angola ), relembro, Cabinda, fez parte do reino do Congo, do qual, nasceram duas nações, mas, nós angolanos sabemos bem, que poderão ser bem mais. Tenho dito.`.
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muxima ya hoji
2010-02-03 17:22:21
Triste cenario. Primeiro matam civis e depois fazem treguas. Infelizmente estamos habituados, que as pessoas qdo pressentem do perigo, tentam fazer com k a outra parte, nao aja. Nao sera tarde demais?
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